Translate

terça-feira, 21 de junho de 2016

Beco do Batman, na Zona Oeste de SP


Entre as vielas do bairro da Vila Madalena, o bairro boêmio e animado da zona oeste de SP, mais precisamente nas ruas Gonçalo Afonso e Medeiros de Albuquerque, fica o nosso destino de hoje.

Um dos maiores ícones da arte urbana na capital paulista, o Beco do Batman estava na nossa listinha de desejos há algum tempo. E ir até lá é – definitivamente – um must do de SP.

Dizer que é uma “galeria a céu aberto” é uma obviedade, mas é. A história do Beco remonta aos anos 80, quando um desenho do homem-morcego das histórias em quadrinhos apareceu por lá. A partir de então, o grafiteiro Rui Amaral e outros artistas plásticos anônimos passaram a colorir os muros do lugar.

Fomos pela primeira vez numa noite dessas, quando só tinha a gente lá. Aos fins de semana, durante o dia, os muros são disputadíssimos por pessoas tirando fotos e fazendo ensaios fotográficos, além de ensaios de publicidade, de moda, capas de CDs etc. Os muros sempre se renovam, mas de maneira organizada entre os artistas.

O Batman, no Beco
Beco do Batman à noite
Beco do Batman à noite
Beco do Batman à noite
Armazém da Cidade, fechado, à noite
Começamos a andança descendo a Escadaria do Patápio. Os 94 degraus da escada que fica entre as ruas Patápio Silva e Medeiros de Albuquerque, na Vila Madalena, passaram em agosto de 2015 por um processo de revitalização e a escadaria se tornou mais um símbolo artístico do bairro, batizado em homenagem ao flautista Patápio Silva.

Detalhes da Escadaria do Patápio
Escadaria do Patápio
Bem aos pés da escada, fica o Armazém da Cidade, galpão multicultural que recebe expositores independentes de moda, gastronomia e artesanato, com peças muito bacanas! Destaques do dia: Verve Bijuterias (bijuterias que amo! Comentei sobre a marca no post sobre a Rua Augusta – a Verve não está mais lá...), Mania de Dendê (onde comi um maravilhoso camarão cremoso com abacaxi) e Ôchá – Ervas e Temperos (deu vontade de levar muitos e muitos saquinhos de chás, temperos e escalda-pés).

Armazém da Cidade
Deco e a Patrícia Harumi, da Verve: amo os três! rsrs

Massas da Ozi&Co. 
Ochá: pra se apaixonar!
Lá também acontecem oficinas gratuitas e shows ao ar livre. Cadeiras de praia espalhadas no meio da rua, sobre grandes tapetes de grama sintética convidam os visitantes a parar um pouquinho pra curtir um som... Hoje era chorinho, com o quarteto Fios de Choro. No repertório, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Luiz Gonzaga, entre outros. Sensacional!

No "gramado" do Armazém da Cidade
No "gramado" do Armazém da Cidade
No "gramado" do Armazém da Cidade
Seguimos para o Beco, onde também disputamos muros para umas fotinhos.

Na Medeiros de Albuquerque, a arte continua...
... até no asfalto
Na Medeiros de Albuquerque
Beco do Batman
Beco do Batman
Beco do Batman
Beco do Batman
Beco do Batman
Beco do Batman
De lá, já na Rua Harmonia, passamos na Retrô 63, loja de antiguidades especializada em móveis e objetos do ano 50, 60 e 70. Viagem no tempo! Não tem como não lembrar da infância, das casas das avós (e das nossas próprias casas, se você já chegou pelo menos aos 30, como eu rs)!

Parafernália da Retrô 63
Parafernália da Retrô 63
Secador de cabelo "portátil", não?!
Siiim! Deste nós lembramos bem!
... e deste Gradiente também!
Depois passamos no Lá da Venda, um restaurante-armazém cheio de coisas penduradas e um cardápio bem variado, de dar água na boca! Bolos, as tortas, o premiado “melhor pão de queijo da cidade” (que é mesmo uma delícia!), artesanato e uma infinidade de coisinhas pra levar pra casa... Fizemos nossa pausa para o cafezinho de lei. Chocolate quente ma-ra-vi-lho-so!

Mais fotinhos na rua Harmonia
Lá da Venda
Lá da Venda
Lá da Venda: pão de queijo e chocolate quente sensacionais!
Retornamos pelo Beco, pra ver mais um pouquinho antes de ir pra casa. A cada visita, tem novidade nas paredes, então dá pra voltar muitas e muitas vezes!

Última fotinho na Medeiros de Albuquerque...
Posts relacionados:


Tubaína Bar: ambiente retrô e sustentável em São Paulo

 

O Velhão: um universo paralelo na Serra da Cantareira

 

Bairro da Serrinha: natureza, diversão, arte e gastronomia em Bragança Paulista

 

Pé de Manga, um oásis na zona oeste de São Paulo

 

The New Jack: hamburgueria retrô em Guarulhos

 

Nico Hamburgueria: um “túnel do tempo” no Ipiranga

 

Em SP: Augusta à gosto – Parte 1

 





terça-feira, 7 de junho de 2016

2 dias na Serra da Mantiqueira: Santo Antônio do Pinhal, Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí

Durante o feriado prolongado de Corpus Christi, reprisamos Santo Antônio do Pinhal, esticando para as vizinhas Campos do Jordão e São Bento do Sapucaí, todas na Serra da Mantiqueira, quase no sul de Minas Gerais.

Sobre Santo Antonio do Pinhal, falamos um pouco neste post, que, em parte, será repetido e completado aqui.

A cerca de 180 km de São Paulo, as três cidades tem muito verde, história, um climinha romântico e tudo a ver com inverno. E há muito pra ver e conhecer: em Santo Antônio existem quatro roteiros turísticos, Campos do Jordão tem seis e São Bento do Sapucaí tem vinte e um pontos de interesse, que incluem muita natureza, gastronomia e arte.

Não nos prendemos a um deles. Fomos andando e seguindo pra onde dava vontade ;-)

DIA 1

No caminho, ainda em Tremembé, paramos no antiquário Amarcord. Ótimo lugar para um cafezinho, ou pra comprar artesanato, bebidas artesanais, geleias, mel etc. Mesmo que não pretenda comprar antiguidades, é interessante visitar o antiquário e dar uma olhadinha nos itens curiosos do lugar.
Antiquário Amarcord  (foto: maio de 2015)
Bebidas artesanais no Antiquário Amarcord  (foto: maio de 2015)
Antiquário Amarcord (foto: maio de 2015)

No trevo de Santo Antônio, fomos à Estação Eugênio Lefréve, a cerca de 4 km do centro, parada da ferrovia onde hoje transita o trem turístico, entre Pindamonhangaba e Campos do Jordão. A estação abriga lanchonete e loja e é muito bonitinha!

Na estação, andamos até o Mirante Nossa Senhora Auxiliadora, de onde se tem uma bela vista da região!


Estação Eugênio Lefréve (foto: maio de 2015)
Estação Eugênio Lefréve (foto: maio de 2015)
Estação Eugênio Lefréve (foto: maio de 2015)
Vista do Mirante Nossa Senhora Auxiliadora (foto: maio de 2015)
Depois, passamos pelo Eco Parque Jardim dos Pinhais. Dessa vez, não fizemos o passeio pelos Jardins Temáticos (confira horários e tarifário clicando aqui), que são lindos! Como já conhecíamos, não reprisamos, mas recomendamos! O parque possui restaurante, com desconto para quem faz a visita aos jardins.


Jardins Temáticos no Eco Parque Jardim dos Pinhais (foto: maio de 2015)
Jardins Temáticos no Eco Parque Jardim dos Pinhais (foto: maio de 2015)
Seguimos para o centro. Dessa vez não fomos ao Mirante do Cruzeiro, de onde se pode ver quase toda a cidade “de cima”.


Santo Antonio do Pinhal vista do Mirante do Cruzeiro (foto: maio de 2015)
Passamos pela Praça do Artesão. A Fonte Santo Antônio, que fica em frente, estava fechada. Além dela, a cidade abriga a Fonte Santo Estevão e a Fonte São Geraldo.


Praça do Artesão
Seguimos para o Pico Agudo, pegando uma estrada de terra de cerca de 8 km. Parada obrigatória na Matinho di Flor, loja de artesanato no meio do mato com muitos itens lindos, em especial, pequenos arranjos com flores feitas de tecido. A vista do alto do Pico é imperdível! A amiga que estava com a gente não resistiu, e voou de paraglider. Amou!


Matinho di Flor, no caminho do Pico Agudo
Vista do Pico Agudo
Paraglider, no Pico Agudo
Almoçamos no Churrasco Ao Vivo. Ótima comida e atendimento!

Passamos pela Cachoeira do Lageado, mas não pudemos entrar, pois o acesso fecha às 17h... Deu pra ver um pouquinho, de fora.

Cachoeira do Lageado
Por fim, café da tarde na Fazenda Renópolis, com direito a café coado na mesa e bolos caseiros, bem “casa-de-vó-no-sul-de-Minas” (embora ainda em SP)... Imperdível!

Fazenda Renópolis (foto: maio de 2015)
Café na Fazenda Renópolis (foto: maio de 2015)
Pau-a-Pique na Fazenda Renópolis (foto: maio de 2015)
Café coado na Fazenda Renópolis (foto: maio de 2015)
"Bolos de vó" na Fazenda Renópolis
Decidimos nos hospedar em Santo Antônio. Ficamos na Pousada Boa Vista, com ótimo custo-benefício.

À noite, fomos para a badalada Campos do Jordão, destino preferido dos paulistanos nessa época do ano. Passeamos pela Vila Capivari, centro turístico da cidade, muito charmoso, com arquitetura europeia e inúmeros restaurantes, cafés, barzinhos e lojas.

Agitação na Vila Capivari, em Campos do Jordão

DIA 2

De manhã retornamos a Campos do Jordão, onde visitamos o Palácio Boa Vista, casa-museu de inverno do governador do Estado.  A visita é gratuita, e o acervo muito interessante: mobiliário dos séculos XVII e XVIII, antiguidades, esculturas, peças decorativas, objetos religiosos e obras de artistas renomados, como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Aldo Bonadei e Di Cavalcanti.

Palácio Boa Vista
Palácio Boa Vista
Pátio do Palácio Boa Vista
Vista do Palácio Boa Vista
Perto de lá, visitamos o Museu Felícia Leirner. Com acesso gratuito, o parque-museu reúne 85 esculturas, expostas ao ar livre, em cimento branco, bronze e granito, da artista polonesa radicada no Brasil desde 1927.

Esculturas no Museu Felícia Leirner 
Pé de Poesias no Museu Felícia Leirner
Vista da Pedra do Baú no Museu Felícia Leirner
Seguimos para São Bento do Sapucaí. Visitamos a Igreja Matriz, e andamos a pé pela cidade até a Capelinha de Mosaico, que é uma verdadeira obra de arte! Em 2008, o artista plástico Ângelo Milani teve a ideia de ornamentar a fachada com mosaicos, trabalho completado, no interior da capela, pelos mosaicos criados por sua esposa, a artista plástica Claudia Villar, com composições de materiais diversos, como fragmentos de estátuas de imagens sacras, contas coloridas, cacos de louças, pedaços de vidros e azulejos etc., além de pequenas peças produzidas por crianças em oficinas de criação.

Igreja Matriz de São Bento do Sapucaí
Capelinha de Mosaico
Capelinha de Mosaico
Capelinha de Mosaico
Almoçamos no Pátio São Bento, um restaurante delicioso num casarão antigo.

Pátio São Bento
Parede de pau-a-pique, no Pátio São Bento
Seguimos para o Arte no Quilombo, que comercializa peças artesanais em fibra de bananeira e palha de milho, produzidas por vários artistas da região. Sensacional!

Arte no Quilombo
Arte no Quilombo
Pertinho dali, passamos pelo ateliê do artista Ditinho Joana, que se dedica a esculturas em madeiras nobres. Uma peça mais linda que a outra. É o próprio Ditinho que nos recebe, simpático, na porta do ateliê.

A "Botinha", do Ditinho Joana
Por do sol na Pedra do Bauzinho. Fizemos a trilha ao escurecer e vimos os últimos raios de sol do alto da Pedra. Deslumbrante! Pra fechar o dia e o passeio.

Complexo da Pedra do Baú
Vista, na trilha da Pedra do Bauzinho
Nas três cidades há muuuuuito mais pra conhecer. Os caminhos são bem sinalizados, e é fácil conseguir mapas e informações turísticas. Dá pra voltar várias vezes, sem esgotar as possibilidades tão cedo! ;-)

Posts relacionados:


Uma tarde em Atibaia, SP

 

Atibaia II – Pedra Grande

 

Bairro da Serrinha: natureza, diversão, arte e gastronomia em Bragança Paulista

 

Pra relaxar no litoral norte de SP: 2 dias em Maranduba – Ubatuba

 

1 dia em São Roque/SP, com Ski Montain Park

 

Climinha de inverno: 1 dia em Santo Antônio do Pinhal

 





1 dia em Santos/SP (sem pezinhos na areia!)