Essa era uma das viagens dos sonhos. De San Francisco a Los Angeles,
são cerca de 730 km, utilizando a California State Highway 1 – Cabrillo, que é
a que nos conduz pela costa. Depois, de LA pra Las Vegas, mais 430 km pelo
Deserto de Mojave, pela Highway Interstate 15. Diversidade é a palavra de ordem
neste roteiro. E os mais de 1000 km que rodamos nos valeram lugares fantásticos
e imagens incríveis!
DIA 1 – SAN FRANCISCO
Iniciamos nosso roteiro por San Francisco, porque no caminho para
Los Angeles estaríamos do lado certo da costa e dos mirantes na estrada.
Alugamos um carro, e também nos valemos do ônibus turístico para
facilitar os caminhos pela cidade. Aqui vou recomendar o Big Bus Tours, que
amigos utilizaram e aprovaram. A empresa similar que contratamos era muito
desorganizada.
Neste primeiro dia, fomos andando pela orla, iniciando nossa
caminhada no Pier 9, em direção ao Fisherman’s Wharf. Passamos em frente ao Exploratorium, um museu bastante
curioso que fica no Pier 15. Almoçamos no Hard Rock Cafe do Pier
39, ao lado do Aquário de San
Francisco. Depois, fomos dar uma volta pelo Pier
39, que é o segundo lugar mais visitado da Califórnia, só perde para a
Disneyland. E não é pra menos: o píer é
super charmoso e reúne bares, restaurantes, lojas, docerias, carrossel, o Aquário
e é um ponto onde as pessoas param pra observar leões marinhos. É lá que fica o
Boudin Bakery Cafe, uma loja menorzinha da Boudin Bakery, famosa padaria de
San Francisco, aberta em 1849.
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Pier 39 |
De lá, seguimos para o Fisherman’s
Wharf, região da qual o próprio Pier 39 faz parte. Lá, mais bares,
restaurantes, lojinhas, barraquinhas de frutos do mar bem fresquinhos e alguns
hotéis... Dá pra passar um bom tempo nestes lugares. ;-)
DIA 2 – SAN FRANCISCO
Nossa primeira parada foi na Union Square. Pra quem gosta de umas
comprinhas, é perfeito. Tem uma loja enorme da Macy’s bem em frente à praça,
além de várias outras lojas por perto. Aproveitamos um pouquinho o movimento da
praça, que estava toda decorada para o Natal e o Chanukah (tinha até pista de
patinação no gelo).
Depois, apenas passamos pelo Civic
Center, sem descer do ônibus.
Descemos em Chinatown,
a mais bacana pela qual passamos nos últimos tempos. É a maior fora da Ásia e a
mais antiga da América do Norte. Tranquila, bonitinha, cheia das cores, arquitetura, músicos de rua, lojas e restaurantes típicos.
Aproveitamos para visitar a Golden
Gate Fortune Cookies Factory, pequena fábrica de biscoitos da sorte que
está lá desde 1962, no Ross Alley, o beco mais antigo de San Francisco.
Ao
lado, no nº 32, vimos o Sr. Jun
Yu – barbeiro e músico que está lá desde 1966 e que já teria barbeado Michael
Douglas e Clint Eastwood – tocando seu erhu.
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Chinatown |
Rodamos mais um pouquinho, até chegar à Greenwich Street. Lá, subimos os degraus
pelos jardins da “rua” até a Telegraph
Hill, aos pés da Coit
Tower, torre de cujo topo se tem uma visão 360° da cidade.
É um pouco cansativo,
mas a cada parada pra descansar, olhávamos para trás e a vista era cada vez
mais linda! Não subimos ao topo da Coit, porque tinha fila e a vista logo abaixo
da torre e do caminho já foi suficiente ($7 se quiser subir ao topo). Descemos pelos
degraus da Filbert Street, com mais
vistas bacanas! E o caminho pelas escadas é uma delícia!
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Coit Tower: a subida pelos degraus da Greenwich St., a vista,
e a descida pelos degraus da Filbert St. |
Passamos pela Levi’s Plaza
em direção ao Ferry Building,
mercado municipal de SF. Aqui
tem um texto bem bacana em português sobre o lugar. Depois de passarmos um
tempo por lá, totalmente encantados pelas cores e cheiros deliciosos do
mercado, atravessamos em direção à feirinha
na Market Street, do outro lado da rua.
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Ferry Building e suas delícias! |
Seguimos de ônibus para a Lombard
Street, a rua icônica de SF, famosa por suas curvas sinuosas e canteiros
floridos (mas, como fomos no inverno, os “canteiros floridos” ficaram pra uma
próxima). A vista do alto da rua também é muito bonita!
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Lombard Street |
À noite, fomos ao The Cannery,
porque pretendíamos fazer o tour noturno do ônibus turístico (o ponto ficava em
frente), mas, como eu disse aí em cima, eles eram muito desorganizados e, pela
segunda noite seguida, venderam mais do que podiam comportar... Aproveitamos
para dar uma voltinha pelo prédio, onde tomamos um cafezinho na Waterfront Bakery e comprei um par de
meias divertidas na Sock Heaven.
Fizemos a rota noturna de carro. Destaque para a Polk Street, bem badaladinha, cheia de
restaurantes e bares bacanas.
Jantamos no Bistro Boudin,
no Fisherman’s Wharf. Ótimo! Depois aproveitamos pra visitar o Boudin Museum, que
conta a história da padaria e desemboca num tour pela “cozinha”.
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Boudin Museum, na Boudin Bakery |
DIA 3 – SAN FRANCISCO
Hoje foi dia de must do:
passeio de bondinho (cable car), Golden Gate Bridge e Painted
Ladies estavam na lista.
Iniciamos o dia participando do primeiro tour do bondinho, na linha
Powell-Hyde, saindo da Ghirardelli Square. Muito divertido! A graça é ir
“pendurado” do lado de fora, mas você também tem a opção de ir sentado. $ 6.
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Bondinho |
Na volta, rodamos pela Ghirardelli
Square (sim, da marca de chocolates). Além de restaurantes e lojas, a praça
abriga, é claro, uma loja da Ghirardelli. Dica: se você pretende comprar barras
de chocolate “normais” da marca, vá ao Walgreens: mesmo produto, muito mais
barato. Para os produtos mais elaborados, tem que ser na loja mesmo. A praça é
um ótimo lugar para ir à noite, quando tudo está aberto e movimentado.
Finalmente, fomos conhecer de perto o maior ícone de SF: a Golden Gate Bridge, inaugurada em 1937.
Andamos a pé por toda a extensão da ponte, uns 3 km. Ônibus de novo, para Sausalito, cidade vizinha muito
charmosa, onde acabamos não descendo.
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Golden Gate Bridge |
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Golden Gate Bridge |
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Golden Gate Bridge |
De carro, demos uma passadinha em Japantown,
mas creio que tenhamos errado alguma coisa, pois não achamos muito especial...
Seguimos para a Alamo Square,
para ver as tão famosas Painted Ladies,
casinhas em estilo vitoriano (que vimos aos montes em SF), especialmente
pintadas e situadas num lugar que oferece uma bela vista, especialmente no pôr
do sol.
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Painted Ladies |
Ainda na esperança de ver o que restava da luz do sol na Ocean
Beach, seguimos até ela pelo Golden
Gate Park. O parque é lindo e cheio de atrações! E tem um cheiro
característico deliciooooso de eucalipto.
Chegamos ao Dutch
Windmill, moinho construído em 1902, que fica ao final do parque, no acesso
para a praia. Finalmente, chegamos a ela, com um último fiozinho de sol no
horizonte, e deu pra ver e ouvir um pouquinho do Pacífico. Bela despedida de
SF!
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Dutch Windmill |
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Pôr do sol na Ocean Beach |
Obs.: quem assistia a série Full House (“Três é Demais”), vai lembrar da abertura,
com a Golden Gate Bridge, o bondinho, as Painted Ladies e o Fisherman’s
Wharf...
DIA 4 – GOOGLEPLEX E INÍCIO DA ROTA 1, COM
MONTEREY E CARMEL
A 40 minutos de SF (na 1600
Amphitheatre Pkwy, Mountain View, CA 94043), já no Vale do Silício, fica o Googleplex,
complexo que abriga as sedes das empresas Google. Passamos pela própria e pela
sede do LinkedIn. Vimos de perto um carro do Google Street View, as Googlebikes
e tiramos umas fotinhos. Porém, ao chegar à sede da Google, fomos avisados por
uma funcionária – na maior calma e educação – que não poderíamos estar ali, nem
tirar fotos...
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Googleplex |
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Googlebikes, no Googleplex |
Obs.¹: na internet, vi vários artigos de pessoas que fizeram um tour pelo Googleplex. Porém, li que só há duas maneiras de conseguir: “1. Trabalhar na Google; 2. Ter um super amigo que trabalhe lá” rs
Obs.²: este
artigo traz um mapa bacana pra quem é aficionado por tecnologia, sobre
“passeios nerd no Vale do Silício”,
pois a região abriga também as sedes do Facebook, Skype, Microsoft, Apple etc.
Hora de começar a segunda etapa da nossa viagem: a rota pela Highway
1 até Los Angeles. A partir de agora, brigue com o GPS: não permita que ele te leve por outro
caminho que não seja a California State
Highway 1 – CA-1 S – Cabrillo Highway – Pacific Coast Highway (sim,
qualquer um desses mil nomes!), que é a que vai pela costa.
No caminho há muitos pontos de parada (praias, indicadas com placas;
e mirantes, alguns indicados como Vista Points; além dos parques). E onde tiver
carros estacionados, normalmente tem uma vista maravilhosa. Não paramos em
todos, mas é quase impossível ignorar esses pontos. Por isso, esse roteiro não
tem um “tempo certo”. Normalmente, as pessoas levam de dois a quatro dias
(considerar: tempo em cada parada, se você vai ou não visitar os parques
estaduais, se vai acampar – há lugares específicos e autorizados para isso – etc.)
Coloquei Monterey como primeiro destino no GPS. Passamos pela Half Moon Bay, com acesso pelo
campo de golfe, nossa primeira vista de encher os olhos, apesardo dia nublado!
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Half Moon Bay |
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O acesso à Half Moon Bay pelo campo de golfe |
Em seguida, San
Gregorio State Beach, com estrutura para churrasco e piquenique. Havia
indicação de que o estacionamento era cobrado ($ 4), mas ninguém na guarita. A
maioria dos pontos de parada tem banheiros limpos e bem conservados.
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Área de piquenique e churrasco na San Gregorio State Beach |
Pulamos algumas praias e seguimos para o Pigeon Point Light Station, um
farol desativado que abriga um hostel.
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Pigeon Point Light Station |
À esquerda, do outro lado da estrada, vimos vários ranchos. E nesse
ti-ve-mos que parar: o da Swanton Berry
Farm. Muito pitoresco, com montes de feno e abóboras na frente, e onde você
escolhe o que quer – produtos orgânicos –, pega, põe o dinheiro numa caixinha e
pega seu troco, sem qualquer supervisão! Comi uma trufa de tayberry (não encontrei tradução,
mas parece uma amora, cor de framboesa rs), deliciosa!!!
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Swanton Berry Farm |
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Swanton Berry Farm |
Em seguida, Monterey. Passamos
pelo Fisherman’s Wharf da cidade, depois fomos à Cannery Row, antiga região de fábricas de
sardinha enlatada que foi transformada em atração turística, com restaurantes,
lojinhas e belas vistas para a baía. Aproveitamos para almoçar por lá. Monterey
também tem um Aquário muito
famoso, que fica na região da Cannery Row.
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Monterey |
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Monterey |
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Monterey |
Próximo destino: a romântica Carmel-by-the-Sea, ou simplesmente
Carmel. Aqui vale uma dica muito importante: você deve seguir pela 17-Mile
Drive, uma estrada particular dentro de um condomínio, que nos leva pela
costa neste trecho, com vistas lindíssimas. $ 10 por carro (motos são proibidas
no local). Na entrada, você recebe um mapinha para passar por todos os vista points e chegar a Carmel.
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The Lone Cypress, na 17-Mile Drive |
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Stillwater Cove, na 17-Mile Drive |
Aqui, era um ponto em que não tínhamos reserva de hotel. Saindo da
17-Mile Drive, passamos por um pedacinho de Carmel (encantadora!) e saímos do
outro lado de Monterey, onde nos hospedamos no Villa
Franca Inn, um hotel simples, mas muito bem limpo e arrumadinho, com a
vantagem de estar a 10 minutos de carro do centro de Carmel, e um café da manhã
muito gostoso.
Carmel-by-the-Sea é
um lugar que mereceria estadia de pelo menos um dia todo. Não tínhamos
este tempo, mas nosso jantar de véspera de Natal foi lá. Justamente por ser
véspera de Natal, encontramos as inúmeras lojas, cafés e galerias fechadas, e
alguns poucos restaurantes abertos. Mas só a caminhada pelo centrinho já valeu
muito a pena.
DIA 5 – CARMEL, BIG SUR E
SANTA BÁRBARA
No dia seguinte, ao deixarmos Monterey, passamos novamente por
Carmel. Dia de Natal, tudo fechado de novo. Por curiosidade, demos uma
passadinha em frente ao Hog’s Breath Inn, restaurante que
era do Clint Eastwood. Estava nos planos conhecer a Carmel Bakery & Coffee Co.,
que está lá desde 1906, mas acabamos não indo... Retornando à Highway 1, passamos
pela praia
de Carmel (Carmel River State Beach),
que fica na saída da cidade, em direção ao Big Sur.
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Carmel |
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Carmel |
A partir daqui, mais
inúmeros vista points para parar.
Aqui vão alguns que conferimos de perto:
- Rocky Point
- Garrapata
- Rocky Creek Bridge (versão menorzinha da próxima
ponte, a Bixby, construída em 1932)
- Bixby Creek Bridge (outra ponte histórica, também
de 1932, a mais famosa da rota)
- Hurricane Point
- Point Sur Lightstation State Park era um dos lugares onde pretendíamos parar, mas era Natal e o parque
estava fechado.
Após passar por este ponto, a paisagem logo se tornou mais de “floresta”
e saímos um pouco da costa. Começaram a surgir mais espaços para camping e
algumas lojinhas de conveniência. Paramos em Fernwood para um expresso.
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Fernwood |
- Outro ponto bacana que deixamos passar foi a Pfeiffer Beach, que fica no Pfeiffer Big Sur State Park, onde muita gente se hospeda,
acampa, ou dá uma paradinha pra comer. Dentro do parque há trilhas e
cachoeiras, mas decidimos não entrar, pois reservamos apenas dois dias para a
rota até Santa Bárbara e o tempo estava ficando curto.
- Julia Pffeifer Burns State Park era
parada obrigatória para nós. A razão: a McWay Waterfall, encontro da cachoeira com o mar. Lindíssimo! Há uma trilha para
conferir este cenário: a McWay Waterfall Trail.
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Trilha para a McWay Waterfall |
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McWay Waterfall |
- Willow Creek Vista Point and Picnic Ground
pra mim, foi a parada preferida! Há um vista
point, e, à direita, tem uma estradinha asfaltada que nos leva abaixo da
ponte, num ponto onde rio e mar se encontram. Amei!
- O próximo ponto seria o Point Piedras Blancas Vista Point, conhecida
como a “praia dos elefantes marinhos”. Porém, ao passarmos pelo Piedras Blancas
Motel, no Arroyo Del Corral, havia uma pequena placa indicativa de que lá encontraríamos
os “bichinhos”. Caminhamos por uma pequena trilha, e lá estavam! Pudemos
observá-los tranquilamente, de perto (a área é isolada apenas por cordas que
incrivelmente os fofinhos respeitam rs). Ao passarmos pelo Point Piedras
Blancas, estava lotaaaado de gente observando mais elefantes marinhos. Não
paramos.
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Elefantes marinhos, no Arroyo Del Corral |
Íamos ao Hearst Castle, castelo
que virou parque estadual, mas também estava fechado.
Passamos por Morro Bay e o
GPS “enlouqueceu”: nos conduziu até Santa Bárbara pela Highway 101, sem nos dar
a opção de prosseguir pela Hwy 1. No caminho, poderíamos ter parado em Solvang, cidadezinha com influências, arquitetura e culinária dinamarquesa, mas
já havia anoitecido e ainda precisávamos conseguir um hotel em Santa Barbara.
Em Santa
Barbara, ficamos no Days
Inn Santa Barbara. Assim como o hotel de Monterey,
simples, arrumadinho, e com ótimo café da manhã. Saímos para jantar num dos
poucos lugares abertos naquela noite (por conta do Natal, exceção à vida
noturna normalmente agitada da cidade), no píer: o Mobby Dick.
DIA 6 – DE SANTA BARBARA A LOS
ANGELES
Na manhã seguinte, em Santa Barbara, fomos à Arroyo Burro Beach, à Leadbetter
Beach, e depois retornamos ao píer Stearns Wharf.
Adoramos a cidade, mas era hora de seguir viagem. Se você tiver mais tempo,
reserve um dia inteiro, pelo menos, para ficar por lá.
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Arroyo Burro Beach |
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Leadbetter Beach |
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Vista do píer de Santa Barbara |
Passamos pelo Montecito Inn, hotel
construído por ninguém menos que Charlie Chaplin, em 1928.
Para
os apreciadores de vinho, as vinícolas do vale de Santa Inês estão a menos de
40 minutos de carro.
De
Santa Barbara a Los Angeles são mais 150 km. No meio do caminho, aproveitamos
para uma looonga parada na Premium Outlets de Camarillo (a cerca de 70 km de Santa Barbara).
Saindo
de lá, tivemos a surpresa desagradável do dia: Highway 1 interditada! Fomos
obrigados a desviar dela mais uma vez, deixando de
passar por Malibu, Santa Monica e Venice Beach rumo a Los Angeles. Foi um dia meio “perdido”, mas não
era isso que ia estragar todo o resto.
 |
Hwy 1 interditada |
Chegamos a LA à
noite. Ficamos no Days
Inn & Suites Artesia. Valeu pelo excelente café-da-manhã, mas não
recomendamos pela distância das principais atrações. Mesmo estando de carro, o
trânsito em LA não estava ajudando muito...
DIA 7 – SIX FLAGS MAGIC MOUNTAIN
Esse foi um dia reservado para parque de diversões. Decidimos dispensar
a Disneyland, porque já conhecemos (e amamos!) a da Flórida e amigos nos disseram
que a da Califórnia seria frustrante... Mas há quem defenda a da Califórnia, então,
pra te ajudar a tirar suas próprias conclusões, este
texto pode ser muito útil.
Fomos ao Six Flags Magic Mountain. Não tem a magia da Disney, claro, mas pra quem gosta de
montanha-russa, é o paraíso! São quase 20, e não são “bobinhas”, não! Mesmo
para os mais “medrosos”, como eu, é irresistível. O Marido foi sozinho em
algumas, mas encarei o resto (quase) numa boa! Chegue cedo (o parque abre às
10h) e dedique o dia todo (fecha às 18h).
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A torre da Lex Luthor Drop of Doom e Superman Scape From Krypton |
À noite, ainda fomos conferir o must must
see de LA: a Calçada
da Fama, ao longo das ruas Hollywood Blvd. e Vine St., com
suas mais de 2.000 lajes homenageando celebridades que, segundo a Câmara do
Comércio de Hollywood, contribuíram com a indústria do entretenimento em 5
categorias: cinema, televisão, música, radiodifusão e teatro. Aqui tem uma lista bacana pra você procurar a localização exata das estrelas
dos seus artistas gringos favoritos. Por enquanto, o mais próximo que temos do
Brasil é a “Pequena Notável”, Carmen Miranda.
É bem movimentado, então talvez você tenha alguma dificuldade pra tirar
fotos com as estrelas, mas nada impossível. O quarteirão entre a Highland Ave.
e a Orange Dr. é o mais lotado (lotado mesmo, com pessoas se esbarrando),
porque é onde fica o Hollywood & Highland Center, complexo de entretenimento composto por shopping e pelo Teatro Chinês e Teatro
Dolby (antigo teatro Kodak, onde ocorre a premiação do
Oscar. Eles oferecem um tour de 30 minutos a $19, que não fizemos). Hard Rock Café no complexo, mas estava com meia hora de espera, então jantamos no Wood
Fire BBQ. Veja o mapa.
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Calçada da Fama |
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Área menos movimentada da Calçada da Fama, fora do quarteirão Hollywood & Highland |
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O Teatro Chinês |
DIA 8 – LOS ANGELES, REDONDO
BEACH, VENICE BEACH E SANTA MONICA
Saímos cedo para Redondo Beach.
A razão: queríamos ir ao píer
onde eram gravadas cenas do seriado The O.C., que amo! Passamos para um milk shake no Redondo Coffee Shop, onde eram gravadas as cenas do “Pier Diner”.
Demos uma voltinha pelo píer e fomos ver o local onde ficava o “Bait Shop”, que
foi demolido em 2012. Se você também é fã da série e pretende passar por
algumas locações, este site traz vários endereços.
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O píer de Redondo Beach |
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Milk shake de chocolate no frio, só se for no Redondo Coffee Shop! |
De lá, como não nos damos por vencidos facilmente, fomos cumprir parte
do que ficou pra trás anteontem, com a interdição da Highway 1. Passamos
primeiro em Venice
Beach, que tem um astral muito bacana! Hippies, skatistas, feirinha de artes e
restaurantes “descoladinhos” na orla.
 |
A feirinha na orla da Venice Beach |
Depois seguimos para o Píer de Santa Monica, outro lugar muito alto astral. Bastante movimentado, é lá que fica o
emblemático Pacific
Park (entrada grátis), um daqueles parques de diversão
tradicionais, com roda gigante, barraquinha de tiro ao alvo etc. Não pude
resistir a dar umas voltinhas na roda gigante ($6). A vista lá de cima é
imperdível!
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O Píer de Santa Monica, com o Pacific Park |
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Pacific Park |
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Uma das vistas da praia de Santa Monica do alto da roda gigante do Pacific Park |
Concordamos em deixar Malibu
pra trás.
Voltando a LA, fomos direto para Beverly Hills, famosa
por abrigar mansões luxuosas e casas de muitas celebridades. Demos umas
voltinhas de carro, seguindo para a Rodeo Drive, o chiquetérrimo quarteirão de Beverly Hills, lugar de compras dos
ricos e famosos, com suas lojas caras, restaurantes e arquitetura com
inspiração europeia. Muito charmoso, mas demos uma voltinha de uns 20 minutos a
pé, nas imediações da Via Rodeo que, pra nós, foi suficiente.
 |
Rodeo Drive |
E então fomos cumprir um desafio: chegar perto do letreiro de Hollywood. Muitas pessoas vão até o Griffith Observatory para vê-lo de lá. Também dá pra ver do Hollywood & Highlands, de
dia. Mas queríamos chegar perto, bem perto. Então seguimos pela Beachwood Dr.
(de onde já dá pra ver o letreiro), entramos na Ledgewood Dr. e, ao chegar na esquina da Ledgewood Dr. 3300 N com a
Mulholland Hwy. 6100 W, desci do carro, caminhei um pouco por uma
estradinha de terra e... lá estava o letreiro! Enquanto isso, o Marido ficou dando
umas voltinhas de carro pelo quarteirão, pois é proibido estacionar e havia um
agente de trânsito multando os “infratores”.
 |
O letreiro de Hollywood lááá no fundo, na Beachwood Dr. |
 |
A esquina onde você deve chegar |
 |
Caminhe um pouquinho pela estrada de terra, e você chegará neste ponto |
Dá pra chegar mais perto, mas não dá pra tocar nas letras, que são
protegidas por grades.
Pra ver de perto, mas nem tanto, vá até o 3145 Canyon Lake Dr., no Lake
Hollywood Park:
 |
Um dos ângulos de visão do letreiro, a partir do Lake Hollywood Park |
Deu saudade de casa, e fomos ao City Walk, para um almocinho no Samba Steakhouse, uma
churrascaria no melhor estilo brazuca. De-lí-ci-a! O City Walk é um
complexo de entretenimento que, assim como o de Orlando, fica ao lado do parque
da Universal
Studios. Restaurantes, lojas, casas noturnas... Dá pra
fazer bastante coisa!
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City Walk |
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City Walk |
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City Walk |
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A entrada do parque da Universal Studios |
Se estiver com mais tempo, vale fazer o tour no estúdio da Warner Bros., que parece ser muito bacana, especialmente pra quem é fã das séries e filmes da produtora.
DIA 9 – LAS VEGAS
Acordamos cedo e pé na estrada! Hora de ir pra Vegas, ponto final da
nossa road trip, a 430 km de LA.
Deixamos o mar pra trás, e entramos no Deserto de Mojave. Mais paisagens lindas!
No caminho, se estiver com tempo, vale uma paradinha em Calico, “cidade-fantasma” no estilo velho oeste, pra entrar de vez no clima do
lugar. Ingresso: $8. Fomos só até a entrada pra conferir, pois queríamos
chegar logo a Vegas.
 |
O "letreiro de Calico", ao fundo |
 |
Paisagem do Deserto de Mojave, na estrada |
Chegando em Las Vegas, a primeira parada obrigatória: o letreiro
“Welcome to Fabulous Las Vegas”,
no início da “Strip” (área da Las Vegas Boulevard, onde ficam os principais
hotéis-cassinos). Tinha uma fila pra tirar foto, mas andou rapidinho. Se não
quiser encará-la, dá pra tirar fotos laterais, que ficarão igualmente boas ;-)
Muita gente esquece, mas atrás da placa também vale uma fotinho (“Drive
Carefully – Come Back Soon”).
 |
"Welcome to Fabulous Las Vegas" |
 |
A parte de trás do letreiro |
Ficamos hospedados no Excalibur, um dos primeiros hotéis ao longo da “Strip”. Opções não faltam, mas é
mesmo a melhor região pra se hospedar, porque dá pra fazer muita coisa a pé. Lá
todo hotel é também um cassino e atração turística, além de receber vários
shows. Difícil dizer qual impressiona mais! O bom é que se pode estacionar
gratuitamente no estacionamento de qualquer dos hotéis.
 |
No cassino do Excalibur |
Iniciamos nossa caminhada pelo MGM Grand,
onde acontecem algumas das principais lutas de UFC. E perdi 90 cents numa das
máquinas caça-níqueis. Sem noção de como jogar!
Seguimos para o M&M’s
World. Onde quer que haja uma, a gente para! rs Aqui
vale a mesma dica que demos aí em cima em relação à Ghirardelli: se o seu foco
é chocolate, vá ao Wallgreens. Muito mais barato. Porém, a loja tem muitos e
muitos itens da marca que você só encontra lá: roupas, pijamas, itens de
papelaria, almofadas, pantufas, embalagens especiais e, é claro, aqueles tubos
enormes com M&M’s de sabores diferentes que não encontramos aqui (menta, pretzel, coco, framboesa, manteiga de
amendoim, bolo de aniversário são alguns deles).
 |
M&M's World Las Vegas |
 |
M&M's World Las Vegas |
De lá, Coca-Cola
Store e depois Hard Rock Cafe (outra parada obrigatória por onde passamos, mesmo que seja só pra olhar).
Passadinha rápida nos dois.
Depois, uma passadinha na Ross,
cheeeeeia de promoções impressionantes!
Na sequência, paramos no hotel que, de longe, foi o meu preferido: o Paris. Lindo! Logo de cara, réplicas do Arco do Triunfo e da Torre
Eiffel. Lá dentro, teve um momento em que me senti de verdade em Paris... Paramos
para um cafezinho no Cafe
Belle Madeleine, dentro do hotel.
 |
Interior do hotel Paris |
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Delícias no Cafè Belle Madeleine, no Paris |
Atravessamos a rua, pra fazer a caminhada voltando para o nosso hotel,
bem a tempo de ver uma das apresentações das Fontes do Bellagio.
Clique no link e confira os horários.
 |
Fontes do Bellagio |
Passamos pelo ARIA e pelo Monte Carlo. Saindo do Monte Carlo, pizza na 800 Degrees.
De lá, passamos no New York-New York, um dos hotéis mais incríveis, onde fica a Hershey’s Chocolate World de
Vegas. Delícia!
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New York, New York, visto do outro lado da Strip |
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Hershey's Chocolate World, no New York, New York |
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Hershey's Chocolate World, no New York, New York |
Voltamos pro nosso hotel.
DIA 10 – LAS VEGAS
De
manhã, demos uma passadinha no Luxor (ma-ra-vi-lho-so!) e
no Mandalay
Bay, que tinham passagens internas direto do nosso
hotel.
Depois,
fomos conhecer a Gold
& Silver Pawn Shop, a loja de penhores do programa “Trato Feito”. Havia
uma pequena fila para entrar, mas vale a pena encarar, e anda rápido. A loja fica aberta 24
horas.
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Gold & Silver Pawn Shop |
 |
Gold & Silver Pawn Shop |
Ainda em
Downtown Vegas, fomos à Freemont
Street, que é coberta por luzes de LED. Como era dia, as luzes estavam
apagadas, claro. À noite, pelas fotos que vimos, deve ser incrível!
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Freemont St. |
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Freemont St. de dia, com as luzes ainda apagadas |
Dois lugares em que
me arrependo muito de não ter ido: o Neon
Museum, e no Downtown Container
Park. Ficam pra uma próxima.
De volta à
Strip, fomos conhecer o Stratosphere, que é uma ótima pedida pra quem gosta de brinquedos radicais, que ficam no topo. Depois, Fashion
Show, programa fantástico pra quem gosta de comprar. Dei uma passadinha obrigatória na Victoria’s Secret.
Seguimos para o The Palazzo, e depois para o Venetian, meu segundo preferido,
onde tem um passeio de
gôndola pelo canal artificial que há dentro do hotel, no melhor estilo
veneziano. Almoçamos por lá. Muito bom!
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Venetian, sempre dia |
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Passeio de gôndola no Venetian |
Caminhamos mais
um pouco pela Strip, e voltamos ao Luxor, pra comprar ingressos para o Criss Angel
Belive, do Cirque du Soleil. Apostamos todas as nossas fichas nele e
abrimos mão de algumas coisas que queríamos fazer pra “investir” nos ingressos...
Se arrependimento matasse... Teríamos sido mais felizes se tivéssemos ido a um
dos outros shows
do Cirque de Soleil que aconteciam em Vegas no mesmo período – e mais
baratos. Criss Angel é ótimo – de graça na TV!
Dica: se você gosta de roda-gigante, o hotel Ceasar’s tem a maior do mundo (High Roller).
Fechamos a viagem com saldo muito positivo! Agora era
dormir para ir embora cedo no dia seguinte… O que posso dizer, é que é
realmente uma viagem de sonho! Dá pra conhecer e fazer muita coisa diferente!
Estando com mais tempo em Vegas, dá pra ir até o Grand Canyon (chegamos a ver
passeios de helicóptero de Vegas para lá por volta de $100, mas não cabia no
nosso planejamento. De qualquer forma, o bacana é ir de carro e ficar uns dois
dias). Se não fizer questão de Vegas, dá pra continuar o caminho, ainda pela costa,
de Los Angeles até San Diego, que também é
uma ótima opção!
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