Este post vem com quase um ano de atraso. Em setembro, passamos dez dias na
Espanha, nos dividindo entre Barcelona, Madri e Toledo.
Nosso roteiro desta vez foi menos
“carregado”. Andamos bastante, sim, mas eu estava no segundo mês de
gestação :) , com uma azia tremenda, sem
a mesma disposição de sempre. Era anda um pouquinho, senta, anda mais um
pouquinho... Mesmo assim, conhecemos muita coisa bacana – o suficiente para
amar a Espanha!
Aqui, vale uma dica desde logo.
Voamos de Iberia. Foi a primeira e provavelmente a última vez. A companhia – na
Espanha – é bastante desorganizada e os funcionários, especialmente em Madri,
muito mal educados. Mas não vou perder tempo do post com a parte chata. Registrei minha reclamação no Reclame Aqui, caso queira saber mais. Ela, aliás, não foi respondida até hoje...
Mas vamos ao que interessa! :)
DIA 1 – BARCELONA
Minha maior preocupação com
Barcelona era o idioma. Lá, predomina o catalão e eu me esforcei para aprender algumas frases básicas pra não fazer
feio diante dos barceloneses. Mas não teve muito jeito: quando percebemos que
todos falavam espanhol, nos entregamos ao portunhol e pronto!
Barcelona é uma delícia! Cidade de
praia que é, tem um astral muito bacana, leve e descontraído... As pessoas
foram sempre muito educadas e atenciosas (ao contrário do que costumavam nos
dizer sobre os espanhóis).
Nos hospedamos no Ibis Santa Coloma, que é afastado do Centro, mas bem próximo das estações Santa Coloma e
Singuerlin do metrô.
O metrô em Barcelona é bastante amplo, fácil de usar, e nos leva aos principais pontos turísticos. No interior das estações
há vending machines para compra dos
bilhetes, com algumas opções mais econômicas pra quem vai viajar várias vezes.
Clique aqui para ver o mapa da rede.
Para sair do aeroporto de metrô, é necessário comprar um bilhete especial (“Billete
Aeropuerto”), que custa 4,50€.
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Igreja de San Miquel del Port, na Plaça de Barceloneta |
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Açaí do Brasil na Espanha?! Ele consegue... |
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... e se esbalda! |
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El Cap de Barcelona, de Roy Lichtenstein |
Por fim, comemos umas papas bravas (batatas com molho de
tomate picante, típicas da cozinha espanhola) perto da estação de metrô e
voltamos para o hotel.
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Papas bravas |
DIA 2 – BARCELONA
Neste dia tínhamos visita guiada
pelo Camp Nou, o estádio do Futebol
Clube Barcelona, próximo à estação Palau-Reial do metrô. Compramos os ingressos antecipadamente pela
internet. Como tinha jogo no dia seguinte,
não pudemos visitar algumas áreas, como os vestiários... Mesmo assim, valeu a
pena.
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Camp Nou |
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Camp Nou |
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Camp Nou |
Saindo de lá, passamos pelo Palau Reial de Pedralbes – que de 1919
a 1931 foi residência da família real quando ia a Barcelona – em direção aos Pavellons de La Finca Güell (ou apenas
Pavellons Güell), obra do arquiteto modernista catalão Antoni Gaudí. É possível visitar, mas só admiramos de fora.
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Palau Reial de Pedralbes |
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Finca Güell |
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Porta del Drac ("porta do dragão"), na Finca Güell |
Seguimos caminhando para o Sarrià, bairro charmoso de Barcelona.
Lá, demos uma paradinha na Plaça Major
de Sarrià, onde fica a igreja Sant Vicenç de Sarrià.
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Plaça Major de Sarrià |
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Plaça Major de Sarrià |
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Igreja de Sant Vicenç de Sarrià, na Plaça Major de Sarrià |
Apanhamos pra encontrar a praça de Sant Gaietà, que vimos num site como lugar pitoresco da cidade. É
bem bonitinha, mas é só um pátio num complexo de casas...
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Plaça de Sant Gaietà |
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Plaça de Sant Gaietà |
Passamos pelo Mercat de Sarrià (tipo um
“mercado municipal” menorzinho) e caminhamos pelo bairro até a estação de
metrô, de onde iríamos para a Tramvia
Blau e passearíamos de funicular,
mas desistimos...
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Bairro Sarrià |
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Bairro Sarrià |
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Bairro Sarrià |
Seguimos de metrô para a Plaça de Catalunya (estação Catalunya). Nos arredores, fizemos umas
comprinhas na El Corte Inglés (lá
tem uma loja de descontos da Desigual
que vale a pena!) e almoçamos no Hard Rock Cafe.
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Plaça de Catalunya |
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Plaça de Catalunya |
Prosseguimos pela La
Rambla, a longa alameda arborizada que vai da Plaça de Catalunya ao
monumento a Colombo. Lá, e nas vielas que a circundam, tem cafés, restaurantes,
livrarias, floriculturas, lojinhas simpáticas e artistas de rua.
Foi um dos nossos pontos prediletos na viagem.
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La Rambla |
Durante o passeio, entramos na Carrer dels Tallers, uma ruazinha cheia de boas surpresas, como uma
padaria antiga, lojas alternativas de roupas e acessórios e docerias...
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Na Carrer dels Tallers |
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Na Carrer dels Tallers |
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Na Carrer dels Tallers |
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Chök, em Barcelona |
Retornamos à La Rambla, onde visitamos o Mercat de Boquería, o mais famoso de
Barcelona, com mais de 300 bancas.
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Mercat de Boquería |
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Mercat de Boquería |
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Mercat de Boquería |
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Mercat de Boquería |
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Mercat de Boquería |
Bem pertinho dali, tem o Museu Erótico e, na
calçada central, um mosaico de Joan Miró.
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Mosaico do Miró, na La Rambla |
Entrando para o Barri Gòtic (bairro
mais antigo da cidade), fomos até a Plaça
Del Pi, onde visitamos a Basílica de Santa Maria Del Pi e, depois,
a Plaça Reial, que é cheia de restaurantes.
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Basílica de Santa Maria del Pi |
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Plaça Reial |
Retornamos
à La Rambla, e seguimos até o monumento
a Colombo, próximo ao Port Vell. Paradinha para descanso na grama.
Caminhamos por este outro lado do porto, até o shopping Maremagnum.
DIA 3 – BARCELONA
Pegamos o metrô para próximo ao Parc Güell, nosso
primeiro destino de hoje. Foi uma boa caminhada, da estação Vallcarca até o
parque.
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Detalhes da lateral da Basílica da Sagrada Família |
Pegamos o metrô na estação homônima, que fica logo atrás da basílica, e
descemos na Passeig de Gracià, para ver mais Gaudí: a Casa Batlló. Só
admiramos de fora. Seguimos para a Casa Milà (ou “La
Pedrera”), que fica bem pertinho. Também não entramos.
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Casa Batlló |
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Casa Milà |
Andamos mais um pouco, e encontramos uma outlet da Desigual no caminho (Carrer Diputació, 323), onde ficamos
um tempinho... :-)
Aqui,
uma dica valiosa: o aviso no site de
que a data e horário do jogo são PREVISTOS e podem mudar é verdade. E não há
troca ou reembolso. Havíamos comprado para o jogo que ocorreria na noite da
data em que chegaríamos a Barcelona. O jogo foi confirmado para o dia anterior!
Moral da história: prejuízo em euros... Mas como era oportunidade talvez única
na vida, compramos novos ingressos para outro jogo. E poder ver de perto o
“trio MSN” (Messi-Suárez-Neymar), “não tem preço”, como diria a propaganda...
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Jogo do Barça, no Camp Nou |
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Jogo do Barça, no Camp Nou |
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Jogo do Barça, no Camp Nou |
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O "trio MSN", num jogo do Barça, no Camp Nou |
DIA 4 – BARCELONA
No quarto dia, fomos à Plaça d'Espanya, de onde
tivemos uma vista privilegiada subindo o elevador panorâmico do
shopping Arenas até o terraço.
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Plaça d'Espanya |
De
lá, andamos pela Creu Coberta, eixo
comercial que parte da Plaça d’Espanya, sentido Plaça de Sants. Logo no início,
paramos no centro de informações, onde tem uns grafites bem bacanas nos muros
do terreno.
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Centro de informações da Creu Coberta |
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Museu Nacional de Arte da Catalúnia |
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Poble Espanyol |
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Poble Espanyol |
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Poble Espanyol |
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Poble Espanyol |
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Poble Espanyol |
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Teleférico de Montjuïc |
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Castelo de Montjuïc |
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A Sagrada Família, vista do Castelo de Montjuïc |
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Castelo de Montjuïc |
De lá, pegamos novamente o metrô para e região do
Porto Velho e fomos para a praia Barceloneta. Esticamos nossa canga na
areia e ficamos relaxando um pouquinho. Muita gente fazia o mesmo na praia
badaladinha e lotada. Não é bonita. Mas é alto astral.
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Praia Barceloneta |
Seguimos andando pela orla e paramos pra comer no
caminho, perto do Port Olímpic.
Depois seguimos caminhando por dentro até o bairro Poblenou, onde andamos
pela “Rambla”
do bairro, até chegar à praia. Já
era noite e assim nos despedimos da cidade. No dia seguinte, era acordar cedo e
ir para o aeroporto, rumo à Madri.
DIA
5 – MADRI
O aeroporto de Madri também é ligado ao metrô. O esquema de compra de bilhetes é bem
semelhante ao de Barcelona. Fácil e prático. Clique aqui para o mapa turístico do metrô. E aqui para o mapa comum da rede.
Em diversos pontos, aliás, dispensamos o metrô e
seguimos a pé mesmo. Se você é adepto à caminhada, vai perceber que é possível visitar
vários pontos andando, sem precisar ficar entrando e saindo do metrô. Saudável
e econômico.
Como chegamos no fim da tarde (pra variar, tivemos
problemas com a Ibéria no voo de Barcelona a Madrid) e sequer havíamos
almoçado, deixamos as malas no hotel, pegamos o metrô até a estação Colón e
fomos ao Hard Rock Cafe.
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Carta escrita pelo Slash, do Guns n' Roses. Hard Rock Cafe Madrid |
Caminhamos até Puerta de Alcalá, na Plaza de
la Independencia, uma das portas reais que davam acesso a Madri.
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Puerta de Alcalá |
Entramos no Parque de El Retiro, onde fizemos
pausa para um chocolate quente, caminhamos e visitamos uma exposição no Palacio
de Cristal, que lembra muito o Palácio de Vidro do Jardim Botânico, em Curitiba.
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Parque El Retiro |
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Parque El Retiro |
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Parque El Retiro |
À noite fomos ao Carrefour próximo ao hotel, pra ver
o que se vende por lá (adoro ir a supermercados nos lugares por onde passamos,
pra ver um pouco do estilo de vida dos moradores; e é também ótimo lugar pra
comprar iguarias típicas mais baratas).
DIA
6 – MADRI
A primeira parada do dia foi a Plaza de España, descendo na
estação de metrô homônima. Lá tem uma escultura do escritor Miguel de Cervantes
e seus personagens Don Quixote e Sancho Pança.
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Cervantes, Quixote e Sancho, na Plaza de España |
Seguimos até o Templo de Debod, um templo egípcio de
mais de 2.000 anos, dado à Espanha pelo governo egípcio em 1968.
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Templo de Debod |
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Templo de Debod |
Passando pelos Jardines
de Sabatini e Jardines
de la Plaza de Oriente, caminhamos até o Palacio Real, que fica ao
lado da Catedral de la Almudena, onde não
entramos.
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Jardines de la Plaza de Oriente e Palácio Real |
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Palácio Real |
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Catedral de la Almudena |
Fomos a pé até o Mercado de San Miguel,
experiência sensorial típica de mercado municipal (embora ele não seja): muitas
cores, cheiros, sabores e curiosidades. Pausa para uma paella.
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Mercado de San Miguel |
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Paella, no Mercado de San Miguel |
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No Mercado de San Miguel |
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Mercado de San Miguel |
Continuamos na caminhada até a Plaza Mayor, cheia de restaurantes. Pretendíamos
almoçar no Sobrino de
Botín, o restaurante mais antigo do mundo. Mas a espera
era de duas horas e a fome era pra ontem...
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Plaza Mayor |
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Plaza Mayor |
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Sobrino de Botín, o restaurante mais antigo do mundo... |
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... certificado pelo Guinness |
Vencidos pela fome e cansaço,
caímos num Burger King... Seguimos a pé para a Puerta Del Sol, que desde 1950 é o quilômetro zero das estradas
espanholas. Ela era um dos acessos do muro que rodeava Madri no século
XV. Na praça que a circunda fica a Estátua
do Urso e o Madronho (ou madronheiro) (“el
oso y el madroño”), símbolo de Madri.
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O Urso e o Madronho, símbolo de Madri |
Ainda
a pé, descemos para o bicentenário Museo
del Prado, para a visitação gratuita (de segunda a sábado das 18h às 20h; e
domingos e feriados das 17h às 19h – é necessário pegar fila e tíquete, então
chegue mais cedo). É o museu mais importante da Espanha e um dos
mais importantes do mundo. Goya, Velázquez e Botticelli são alguns dos artistas
que possuem obras no museu.
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Museo del Prado |
Seguimos
até a estação Atocha, onde
decidimos comprar passagens para Toledo, que visitamos no penúltimo dia da
viagem.
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Estação Atocha |
Andamos
muuuuito nesse dia!
DIA
7 – MADRI
De manhã pegamos o metrô e fizemos
o tour pelo estádio do Real Madrid, o Santiago
Barnabéu.
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Estádio Santiago Barnabeu |
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Estádio Santiago Barnabeu |
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Estádio Santiago Barnabeu |
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Estádio Santiago Barnabeu |
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Estádio Santiago Barnabeu |
De lá, mais metrô e seguimos a pé para a Estación
de Teleférico en Rosales, que é bem próxima ao Templo de Debod, para pegar o teleférico. Não é imperdível, mas é
divertido.
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Vista do teleférico |
Metrô novamente, para ir à Plaza
de Toros de Las Ventas, palco de touradas, que não apoiamos, mas
entendemos como questão cultural. É a maior da
Espanha e a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a Praça de Touros
México.
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Plaza de Toros de Las Ventas |
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Plaza de Toros de Las Ventas |
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Plaza de Toros de Las Ventas |
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Plaza de Toros de Las Ventas |
DIA
8 – TOLEDO
Fomos cedo para a Estação Atocha, para pegar o trem
para Toledo, a cerca de 80 km de Madri.
Toledo é uma cidade medieval, foi capital da Espanha
visigótica, é a capital da gastronomia na Espanha e também conhecida como a
“cidade das três culturas”, porque cristãos, muçulmanos e judeus conviveram ali
harmoniosamente, mantendo suas tradições e costumes.
O rio Tejo, o mais extenso da península
Ibérica, que termina em Lisboa, nasce na província de Toledo.
Andar pelas ruazinhas da cidade já vale a pequena
viagem partindo de Madri. Suas construções, arquitetura e relevo formam um
conjunto de encher os olhos e nos fazem viajar no tempo, caminhando pela
história.
Ao chegar à estação em Toledo, diversos serviços de
city tours estão disponíveis. Como nossa decisão de ir até lá foi de última
hora, não tínhamos roteiro. Nosso passeio ficou mesmo na base da caminhada e de
ver as coisas do lado de fora.
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Estação ferroviária, em Toledo |
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Estação ferroviária, em Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
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Toledo |
Almoçamos no restaurante do Hostal Casa de Cisneros.
Experiência memorável da viagem. O restaurante fica no subsolo de uma
construção medieval, e busca manter muito das características originais.
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Restaurante do Hostal Casa de Cisneros, em Toledo |
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Restaurante do Hostal Casa de Cisneros, em Toledo |
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Restaurante do Hostal Casa de Cisneros, em Toledo |
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Restaurante do Hostal Casa de Cisneros, em Toledo |
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Restaurante do Hostal Casa de Cisneros, em Toledo |
Clique aqui para baixar um mapa turístico de Toledo.
DIA
9 – MADRI
Acordamos cedo para pegar o dia de visitação
gratuita no museu
Thyssen-Bornemisza
(segundas, das 12h às 16h. Apenas para o acervo permanente). Chegamos tão
adiantados, que fomos os primeiros da loooonga fila que se formou atrás de nós.
Valeu a pena! Caravaggio, Goya, Renoir, Van Gogh, Gauguin, Cézanne,
Kandinsky, Picasso, Mondrian, Chagall, Edward Hopper e Salvador
Dalí, além de pop art, me fizeram amar mil vezes mais que o próprio Museo
del Prado! Passamos boa parte do nosso dia no museu, que visitamos com calma.
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Primeira da fila no "dia grátis" do Thyssen-Bornemisza |
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Museu Thyssen-Bornemisza |
De lá, fomos andar pela Gran Via,
uma das principais avenidas de Madri.
Paradinha para umas comprinhas na Primark, que tem sua segunda
maior loja do mundo exatamente ali, e na Ale-Hop, a simpática rede de lojas
de presentes, moda e decoração.
Dedicamos o resto do dia a andar sem pressa.
E assim nos despedimos da Espanha, na manhã seguinte, com a esperança de
um dia voltar e ficar um pouco mais em Barcelona, nossa preferida entre as duas
cidades.
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