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domingo, 25 de janeiro de 2015

Vídeo: "Histórias Cruzadas"

Fonte inesgotável de diversão pra nós são as Lojas Americanas. Explico: lá, conseguimos DVDs (originais, claro) por um precinho muito camarada! Em média, R$ 12, com títulos muito bons, incluindo clássicos beeeem antigos e alguns filmes que estiveram em cartaz há pouco tempo.

(imagem: divulgação)
O achado de hoje foi "Histórias Cruzadas", de 2012. No drama – baseado no best seller “A Resposta”, de Kathryn Stockett – as histórias de uma jovem jornalista branca, Skeeter, e duas empregadas domésticas negras, Aibileen e Minny, se cruzam graças a um projeto secreto de Skeeter para escrever a respeito da relação das famílias brancas com as empregadas negras sob a perspectiva das domésticas, responsáveis, na época, também pela dedicada criação de muitas das crianças brancas de elite nos EUA.

Ambientado em Jackson, Mississipi, da década de 1960 – onde boa parte da população ainda era veementemente contra os movimentos que lutavam pela igualdade, e defendia atrocidades como a construção de banheiros separados, fora da casa, para as domésticas negras – o filme retrata de maneira singela, comovente e às vezes engraçada a relação dicotômica entre brancos e negros, marcada pelo preconceito e segregação racial, que fazem do filme, infelizmente, uma história atemporal. Pra rir, se emocionar e refletir. ;-)

domingo, 18 de janeiro de 2015

San Francisco, Los Angeles e Las Vegas: da costa do Pacífico ao Deserto de Mojave em 10 dias

Essa era uma das viagens dos sonhos. De San Francisco a Los Angeles, são cerca de 730 km, utilizando a California State Highway 1 – Cabrillo, que é a que nos conduz pela costa. Depois, de LA pra Las Vegas, mais 430 km pelo Deserto de Mojave, pela Highway Interstate 15. Diversidade é a palavra de ordem neste roteiro. E os mais de 1000 km que rodamos nos valeram lugares fantásticos e imagens incríveis!

DIA 1 – SAN FRANCISCO

Iniciamos nosso roteiro por San Francisco, porque no caminho para Los Angeles estaríamos do lado certo da costa e dos mirantes na estrada.

Nos hospedamos a cerca de 20 minutos (de carro) do centro, no Hilton Garden Inn San Francisco Airport North.

Alugamos um carro, e também nos valemos do ônibus turístico para facilitar os caminhos pela cidade. Aqui vou recomendar o Big Bus Tours, que amigos utilizaram e aprovaram. A empresa similar que contratamos era muito desorganizada.

Neste primeiro dia, fomos andando pela orla, iniciando nossa caminhada no Pier 9, em direção ao Fisherman’s Wharf. Passamos em frente ao Exploratorium, um museu bastante curioso que fica no Pier 15. Almoçamos no Hard Rock Cafe do Pier 39, ao lado do Aquário de San Francisco. Depois, fomos dar uma volta pelo Pier 39, que é o segundo lugar mais visitado da Califórnia, só perde para a Disneyland.  E não é pra menos: o píer é super charmoso e reúne bares, restaurantes, lojas, docerias, carrossel, o Aquário e é um ponto onde as pessoas param pra observar leões marinhos. É lá que fica o Boudin Bakery Cafe, uma loja menorzinha da Boudin Bakery, famosa padaria de San Francisco, aberta em 1849.
Pier 39
De lá, seguimos para o Fisherman’s Wharf, região da qual o próprio Pier 39 faz parte. Lá, mais bares, restaurantes, lojinhas, barraquinhas de frutos do mar bem fresquinhos e alguns hotéis... Dá pra passar um bom tempo nestes lugares. ;-)

DIA 2 – SAN FRANCISCO

Nossa primeira parada foi na Union Square. Pra quem gosta de umas comprinhas, é perfeito. Tem uma loja enorme da Macy’s bem em frente à praça, além de várias outras lojas por perto. Aproveitamos um pouquinho o movimento da praça, que estava toda decorada para o Natal e o Chanukah (tinha até pista de patinação no gelo).

Depois, apenas passamos pelo Civic Center, sem descer do ônibus.

Descemos em Chinatown, a mais bacana pela qual passamos nos últimos tempos. É a maior fora da Ásia e a mais antiga da América do Norte. Tranquila, bonitinha, cheia das cores, arquitetura, músicos de rua, lojas e restaurantes típicos. 

Aproveitamos para visitar a Golden Gate Fortune Cookies Factory, pequena fábrica de biscoitos da sorte que está lá desde 1962, no Ross Alley, o beco mais antigo de San Francisco. 

Ao lado, no nº 32, vimos o Sr. Jun Yu – barbeiro e músico que está lá desde 1966 e que já teria barbeado Michael Douglas e Clint Eastwood – tocando seu erhu.
Chinatown
Rodamos mais um pouquinho, até chegar à Greenwich Street. Lá, subimos os degraus pelos jardins da “rua” até a Telegraph Hill, aos pés da Coit Tower, torre de cujo topo se tem uma visão 360° da cidade. 

É um pouco cansativo, mas a cada parada pra descansar, olhávamos para trás e a vista era cada vez mais linda! Não subimos ao topo da Coit, porque tinha fila e a vista logo abaixo da torre e do caminho já foi suficiente ($7 se quiser subir ao topo). Descemos pelos degraus da Filbert Street, com mais vistas bacanas! E o caminho pelas escadas é uma delícia!
Coit Tower: a subida pelos degraus da Greenwich St., a vista,
e a descida pelos degraus da Filbert St.

Passamos pela Levi’s Plaza em direção ao Ferry Building, mercado municipal de SF. Aqui tem um texto bem bacana em português sobre o lugar. Depois de passarmos um tempo por lá, totalmente encantados pelas cores e cheiros deliciosos do mercado, atravessamos em direção à feirinha na Market Street, do outro lado da rua.
Ferry Building e suas delícias!
Seguimos de ônibus para a Lombard Street, a rua icônica de SF, famosa por suas curvas sinuosas e canteiros floridos (mas, como fomos no inverno, os “canteiros floridos” ficaram pra uma próxima). A vista do alto da rua também é muito bonita!
Lombard Street
À noite, fomos ao The Cannery, porque pretendíamos fazer o tour noturno do ônibus turístico (o ponto ficava em frente), mas, como eu disse aí em cima, eles eram muito desorganizados e, pela segunda noite seguida, venderam mais do que podiam comportar... Aproveitamos para dar uma voltinha pelo prédio, onde tomamos um cafezinho na Waterfront Bakery e comprei um par de meias divertidas na Sock Heaven.

Fizemos a rota noturna de carro. Destaque para a Polk Street, bem badaladinha, cheia de restaurantes e bares bacanas.

Jantamos no Bistro Boudin, no Fisherman’s Wharf. Ótimo! Depois aproveitamos pra visitar o Boudin Museum, que conta a história da padaria e desemboca num tour pela “cozinha”.
Boudin Museum, na Boudin Bakery
DIA 3 – SAN FRANCISCO

Hoje foi dia de must do: passeio de bondinho (cable car), Golden Gate Bridge e Painted Ladies estavam na lista.

Iniciamos o dia participando do primeiro tour do bondinho, na linha Powell-Hyde, saindo da Ghirardelli Square. Muito divertido! A graça é ir “pendurado” do lado de fora, mas você também tem a opção de ir sentado. $ 6.
Bondinho
Na volta, rodamos pela Ghirardelli Square (sim, da marca de chocolates). Além de restaurantes e lojas, a praça abriga, é claro, uma loja da Ghirardelli. Dica: se você pretende comprar barras de chocolate “normais” da marca, vá ao Walgreens: mesmo produto, muito mais barato. Para os produtos mais elaborados, tem que ser na loja mesmo. A praça é um ótimo lugar para ir à noite, quando tudo está aberto e movimentado.

Pegamos o ônibus e passamos pelo Palace of Fine Arts. É lindo, pelo menos por fora!

Finalmente, fomos conhecer de perto o maior ícone de SF: a Golden Gate Bridge, inaugurada em 1937. Andamos a pé por toda a extensão da ponte, uns 3 km. Ônibus de novo, para Sausalito, cidade vizinha muito charmosa, onde acabamos não descendo.

Golden Gate Bridge
Golden Gate Bridge
Golden Gate Bridge
De carro, demos uma passadinha em Japantown, mas creio que tenhamos errado alguma coisa, pois não achamos muito especial...

Seguimos para a Alamo Square, para ver as tão famosas Painted Ladies, casinhas em estilo vitoriano (que vimos aos montes em SF), especialmente pintadas e situadas num lugar que oferece uma bela vista, especialmente no pôr do sol.

Painted Ladies
Ainda na esperança de ver o que restava da luz do sol na Ocean Beach, seguimos até ela pelo Golden Gate Park. O parque é lindo e cheio de atrações! E tem um cheiro característico deliciooooso de eucalipto.

Chegamos ao Dutch Windmill, moinho construído em 1902, que fica ao final do parque, no acesso para a praia. Finalmente, chegamos a ela, com um último fiozinho de sol no horizonte, e deu pra ver e ouvir um pouquinho do Pacífico. Bela despedida de SF!

Dutch Windmill
Pôr do sol na Ocean Beach
Obs.: quem assistia a série Full House (“Três é Demais”), vai lembrar da abertura, com a Golden Gate Bridge, o bondinho, as Painted Ladies e o Fisherman’s Wharf...

DIA 4 – GOOGLEPLEX E INÍCIO DA ROTA 1, COM MONTEREY E CARMEL

A 40 minutos de SF (na 1600 Amphitheatre Pkwy, Mountain View, CA 94043), já no Vale do Silício, fica o Googleplex, complexo que abriga as sedes das empresas Google. Passamos pela própria e pela sede do LinkedIn. Vimos de perto um carro do Google Street View, as Googlebikes e tiramos umas fotinhos. Porém, ao chegar à sede da Google, fomos avisados por uma funcionária – na maior calma e educação – que não poderíamos estar ali, nem tirar fotos...


Googleplex
Googlebikes, no Googleplex
Obs.¹: na internet, vi vários artigos de pessoas que fizeram um tour pelo Googleplex. Porém, li que só há duas maneiras de conseguir: “1. Trabalhar na Google; 2. Ter um super amigo que trabalhe lá” rs

Obs.²: este artigo traz um mapa bacana pra quem é aficionado por tecnologia, sobre “passeios nerd no Vale do Silício”, pois a região abriga também as sedes do Facebook, Skype, Microsoft, Apple etc.

Hora de começar a segunda etapa da nossa viagem: a rota pela Highway 1 até Los Angeles. A partir de agora, brigue com o GPS: não permita que ele te leve por outro caminho que não seja a California State Highway 1 – CA-1 S – Cabrillo Highway – Pacific Coast Highway (sim, qualquer um desses mil nomes!), que é a que vai pela costa.

No caminho há muitos pontos de parada (praias, indicadas com placas; e mirantes, alguns indicados como Vista Points; além dos parques). E onde tiver carros estacionados, normalmente tem uma vista maravilhosa. Não paramos em todos, mas é quase impossível ignorar esses pontos. Por isso, esse roteiro não tem um “tempo certo”. Normalmente, as pessoas levam de dois a quatro dias (considerar: tempo em cada parada, se você vai ou não visitar os parques estaduais, se vai acampar – há lugares específicos e autorizados para isso  etc.)

Coloquei Monterey como primeiro destino no GPS. Passamos pela Half Moon Bay, com acesso pelo campo de golfe, nossa primeira vista de encher os olhos, apesardo dia nublado!

Half Moon Bay
O acesso à Half Moon Bay pelo campo de golfe
Em seguida, San Gregorio State Beach, com estrutura para churrasco e piquenique. Havia indicação de que o estacionamento era cobrado ($ 4), mas ninguém na guarita. A maioria dos pontos de parada tem banheiros limpos e bem conservados.


Área de piquenique e churrasco na San Gregorio State Beach
Pulamos algumas praias e seguimos para o Pigeon Point Light Station, um farol desativado que abriga um hostel.


Pigeon Point Light Station
À esquerda, do outro lado da estrada, vimos vários ranchos. E nesse ti-ve-mos que parar: o da Swanton Berry Farm. Muito pitoresco, com montes de feno e abóboras na frente, e onde você escolhe o que quer – produtos orgânicos –, pega, põe o dinheiro numa caixinha e pega seu troco, sem qualquer supervisão! Comi uma trufa de tayberry (não encontrei tradução, mas parece uma amora, cor de framboesa rs), deliciosa!!!


Swanton Berry Farm
Swanton Berry Farm
Em seguida, Monterey. Passamos pelo Fisherman’s Wharf da cidade, depois fomos à Cannery Row, antiga região de fábricas de sardinha enlatada que foi transformada em atração turística, com restaurantes, lojinhas e belas vistas para a baía. Aproveitamos para almoçar por lá. Monterey também tem um Aquário muito famoso, que fica na região da Cannery Row.

Monterey
Monterey
Monterey
Próximo destino: a romântica Carmel-by-the-Sea, ou simplesmente Carmel. Aqui vale uma dica muito importante: você deve seguir pela 17-Mile Drive, uma estrada particular dentro de um condomínio, que nos leva pela costa neste trecho, com vistas lindíssimas. $ 10 por carro (motos são proibidas no local). Na entrada, você recebe um mapinha para passar por todos os vista points e chegar a Carmel.


The Lone Cypress, na 17-Mile Drive
Stillwater Cove, na 17-Mile Drive
Aqui, era um ponto em que não tínhamos reserva de hotel. Saindo da 17-Mile Drive, passamos por um pedacinho de Carmel (encantadora!) e saímos do outro lado de Monterey, onde nos hospedamos no Villa Franca Inn, um hotel simples, mas muito bem limpo e arrumadinho, com a vantagem de estar a 10 minutos de carro do centro de Carmel, e um café da manhã muito gostoso.

Carmel-by-the-Sea é um lugar que mereceria estadia de pelo menos um dia todo. Não tínhamos este tempo, mas nosso jantar de véspera de Natal foi lá. Justamente por ser véspera de Natal, encontramos as inúmeras lojas, cafés e galerias fechadas, e alguns poucos restaurantes abertos. Mas só a caminhada pelo centrinho já valeu muito a pena.

DIA 5 – CARMEL, BIG SUR E SANTA BÁRBARA

No dia seguinte, ao deixarmos Monterey, passamos novamente por Carmel. Dia de Natal, tudo fechado de novo. Por curiosidade, demos uma passadinha em frente ao Hog’s Breath Inn, restaurante que era do Clint Eastwood. Estava nos planos conhecer a Carmel Bakery & Coffee Co., que está lá desde 1906, mas acabamos não indo... Retornando à Highway 1, passamos pela praia de Carmel (Carmel River State Beach), que fica na saída da cidade, em direção ao Big Sur. 


Carmel
Carmel
A partir daqui, mais inúmeros vista points para parar. Aqui vão alguns que conferimos de perto:

- Rocky Point

- Garrapata

- Rocky Creek Bridge (versão menorzinha da próxima ponte, a Bixby, construída em 1932)

- Bixby Creek Bridge (outra ponte histórica, também de 1932, a mais famosa da rota)

- Hurricane Point

- Point Sur Lightstation State Park era um dos lugares onde pretendíamos parar, mas era Natal e o parque estava fechado.




Após passar por este ponto, a paisagem logo se tornou mais de “floresta” e saímos um pouco da costa. Começaram a surgir mais espaços para camping e algumas lojinhas de conveniência. Paramos em Fernwood para um expresso.


Fernwood
- Outro ponto bacana que deixamos passar foi a Pfeiffer Beach, que fica no Pfeiffer Big Sur State Park, onde muita gente se hospeda, acampa, ou dá uma paradinha pra comer. Dentro do parque há trilhas e cachoeiras, mas decidimos não entrar, pois reservamos apenas dois dias para a rota até Santa Bárbara e o tempo estava ficando curto.

- Julia Pffeifer Burns State Park era parada obrigatória para nós. A razão: a McWay Waterfall, encontro da cachoeira com o mar. Lindíssimo! Há uma trilha para conferir este cenário: a McWay Waterfall Trail.



Trilha para a McWay Waterfall
McWay Waterfall
- Willow Creek Vista Point and Picnic Ground pra mim, foi a parada preferida! Há um vista point, e, à direita, tem uma estradinha asfaltada que nos leva abaixo da ponte, num ponto onde rio e mar se encontram. Amei!




- O próximo ponto seria o Point Piedras Blancas Vista Point, conhecida como a “praia dos elefantes marinhos”. Porém, ao passarmos pelo Piedras Blancas Motel, no Arroyo Del Corral, havia uma pequena placa indicativa de que lá encontraríamos os “bichinhos”. Caminhamos por uma pequena trilha, e lá estavam! Pudemos observá-los tranquilamente, de perto (a área é isolada apenas por cordas que incrivelmente os fofinhos respeitam rs). Ao passarmos pelo Point Piedras Blancas, estava lotaaaado de gente observando mais elefantes marinhos. Não paramos.


Elefantes marinhos, no Arroyo Del Corral
Íamos ao Hearst Castle, castelo que virou parque estadual, mas também estava fechado.

Passamos por Morro Bay e o GPS “enlouqueceu”: nos conduziu até Santa Bárbara pela Highway 101, sem nos dar a opção de prosseguir pela Hwy 1. No caminho, poderíamos ter parado em Solvang, cidadezinha com influências, arquitetura e culinária dinamarquesa, mas já havia anoitecido e ainda precisávamos conseguir um hotel em Santa Barbara.

Em Santa Barbara, ficamos no Days Inn Santa Barbara. Assim como o hotel de Monterey, simples, arrumadinho, e com ótimo café da manhã. Saímos para jantar num dos poucos lugares abertos naquela noite (por conta do Natal, exceção à vida noturna normalmente agitada da cidade), no píer: o Mobby Dick.

DIA 6 – DE SANTA BARBARA A LOS ANGELES

Na manhã seguinte, em Santa Barbara, fomos à Arroyo Burro Beach, à Leadbetter Beach, e depois retornamos ao píer Stearns Wharf. Adoramos a cidade, mas era hora de seguir viagem. Se você tiver mais tempo, reserve um dia inteiro, pelo menos, para ficar por lá.


Arroyo Burro Beach
Leadbetter Beach
Vista do píer de Santa Barbara
Passamos pelo Montecito Inn, hotel construído por ninguém menos que Charlie Chaplin, em 1928.

Para os apreciadores de vinho, as vinícolas do vale de Santa Inês estão a menos de 40 minutos de carro.

De Santa Barbara a Los Angeles são mais 150 km. No meio do caminho, aproveitamos para uma looonga parada na Premium Outlets de Camarillo (a cerca de 70 km de Santa Barbara).

Saindo de lá, tivemos a surpresa desagradável do dia: Highway 1 interditada! Fomos obrigados a desviar dela mais uma vez, deixando de passar por Malibu, Santa Monica e Venice Beach rumo a Los Angeles. Foi um dia meio “perdido”, mas não era isso que ia estragar todo o resto.


Hwy 1 interditada
Chegamos a LA à noite. Ficamos no Days Inn & Suites Artesia. Valeu pelo excelente café-da-manhã, mas não recomendamos pela distância das principais atrações. Mesmo estando de carro, o trânsito em LA não estava ajudando muito...

 DIA 7 – SIX FLAGS MAGIC MOUNTAIN

Esse foi um dia reservado para parque de diversões. Decidimos dispensar a Disneyland, porque já conhecemos (e amamos!) a da Flórida e amigos nos disseram que a da Califórnia seria frustrante... Mas há quem defenda a da Califórnia, então, pra te ajudar a tirar suas próprias conclusões, este texto pode ser muito útil.

Fomos ao Six Flags Magic Mountain. Não tem a magia da Disney, claro, mas pra quem gosta de montanha-russa, é o paraíso! São quase 20, e não são “bobinhas”, não! Mesmo para os mais “medrosos”, como eu, é irresistível. O Marido foi sozinho em algumas, mas encarei o resto (quase) numa boa! Chegue cedo (o parque abre às 10h) e dedique o dia todo (fecha às 18h).


A torre da Lex Luthor Drop of Doom e Superman Scape From Krypton
À noite, ainda fomos conferir o must must see de LA: a Calçada da Fama, ao longo das ruas Hollywood Blvd. e Vine St., com suas mais de 2.000 lajes homenageando celebridades que, segundo a Câmara do Comércio de Hollywood, contribuíram com a indústria do entretenimento em 5 categorias: cinema, televisão, música, radiodifusão e teatro. Aqui tem uma lista bacana pra você procurar a localização exata das estrelas dos seus artistas gringos favoritos. Por enquanto, o mais próximo que temos do Brasil é a “Pequena Notável”, Carmen Miranda.

É bem movimentado, então talvez você tenha alguma dificuldade pra tirar fotos com as estrelas, mas nada impossível. O quarteirão entre a Highland Ave. e a Orange Dr. é o mais lotado (lotado mesmo, com pessoas se esbarrando), porque é onde fica o Hollywood & Highland Center, complexo de entretenimento composto por shopping e pelo Teatro Chinês e Teatro Dolby (antigo teatro Kodak, onde ocorre a premiação do Oscar. Eles oferecem um tour de 30 minutos a $19, que não fizemos). Hard Rock Café no complexo, mas estava com meia hora de espera, então jantamos no Wood Fire BBQ. Veja o mapa.


Calçada da Fama
Área menos movimentada da Calçada da Fama, fora do quarteirão Hollywood & Highland
O Teatro Chinês
DIA 8 – LOS ANGELES, REDONDO BEACH, VENICE BEACH E SANTA MONICA

Saímos cedo para Redondo Beach. A razão: queríamos ir ao píer onde eram gravadas cenas do seriado The O.C., que amo! Passamos para um milk shake no Redondo Coffee Shop, onde eram gravadas as cenas do “Pier Diner”. Demos uma voltinha pelo píer e fomos ver o local onde ficava o “Bait Shop”, que foi demolido em 2012. Se você também é fã da série e pretende passar por algumas locações, este site traz vários endereços.


O píer de Redondo Beach
Milk shake de chocolate no frio, só se for no Redondo Coffee Shop!
De lá, como não nos damos por vencidos facilmente, fomos cumprir parte do que ficou pra trás anteontem, com a interdição da Highway 1. Passamos primeiro em Venice Beach, que tem um astral muito bacana! Hippies, skatistas, feirinha de artes e restaurantes “descoladinhos” na orla.


A feirinha na orla da Venice Beach
Depois seguimos para o Píer de Santa Monica, outro lugar muito alto astral. Bastante movimentado, é lá que fica o emblemático Pacific Park (entrada grátis), um daqueles parques de diversão tradicionais, com roda gigante, barraquinha de tiro ao alvo etc. Não pude resistir a dar umas voltinhas na roda gigante ($6). A vista lá de cima é imperdível!


O Píer de Santa Monica, com o Pacific Park
Pacific Park
Uma das vistas da praia de Santa Monica do alto da roda gigante do Pacific Park
Concordamos em deixar Malibu pra trás.

Voltando a LA, fomos direto para Beverly Hills, famosa por abrigar mansões luxuosas e casas de muitas celebridades. Demos umas voltinhas de carro, seguindo para a Rodeo Drive, o chiquetérrimo quarteirão de Beverly Hills, lugar de compras dos ricos e famosos, com suas lojas caras, restaurantes e arquitetura com inspiração europeia. Muito charmoso, mas demos uma voltinha de uns 20 minutos a pé, nas imediações da Via Rodeo que, pra nós, foi suficiente.




Rodeo Drive
E então fomos cumprir um desafio: chegar perto do letreiro de Hollywood. Muitas pessoas vão até o Griffith Observatory para vê-lo de lá. Também dá pra ver do Hollywood & Highlands, de dia. Mas queríamos chegar perto, bem perto. Então seguimos pela Beachwood Dr. (de onde já dá pra ver o letreiro), entramos na Ledgewood Dr. e, ao chegar na esquina da Ledgewood Dr. 3300 N com a Mulholland Hwy. 6100 W, desci do carro, caminhei um pouco por uma estradinha de terra e... lá estava o letreiro! Enquanto isso, o Marido ficou dando umas voltinhas de carro pelo quarteirão, pois é proibido estacionar e havia um agente de trânsito multando os “infratores”.

O letreiro de Hollywood lááá no fundo, na Beachwood Dr.
A esquina onde você deve chegar
Caminhe um pouquinho pela estrada de terra, e você chegará neste ponto
Dá pra chegar mais perto, mas não dá pra tocar nas letras, que são protegidas por grades.

Pra ver de perto, mas nem tanto, vá até o 3145 Canyon Lake Dr., no Lake Hollywood Park:

Um dos ângulos de visão do letreiro, a partir do Lake Hollywood Park
Deu saudade de casa, e fomos ao City Walk, para um almocinho no Samba Steakhouse, uma churrascaria no melhor estilo brazuca. De-lí-ci-a! O City Walk é um complexo de entretenimento que, assim como o de Orlando, fica ao lado do parque da Universal Studios. Restaurantes, lojas, casas noturnas... Dá pra fazer bastante coisa!


City Walk
City Walk
City Walk
A entrada do parque da Universal Studios
Se estiver com mais tempo, vale fazer o tour no estúdio da Warner Bros., que parece ser muito bacana, especialmente pra quem é fã das séries e filmes da produtora.

DIA 9 – LAS VEGAS

Acordamos cedo e pé na estrada! Hora de ir pra Vegas, ponto final da nossa road trip, a 430 km de LA. Deixamos o mar pra trás, e entramos no Deserto de Mojave. Mais paisagens lindas!
No caminho, se estiver com tempo, vale uma paradinha em Calico, “cidade-fantasma” no estilo velho oeste, pra entrar de vez no clima do lugar. Ingresso: $8. Fomos só até a entrada pra conferir, pois queríamos chegar logo a Vegas.


O "letreiro de Calico", ao fundo
Paisagem do Deserto de Mojave, na estrada
Chegando em Las Vegas, a primeira parada obrigatória: o letreiro “Welcome to Fabulous Las Vegas”, no início da “Strip” (área da Las Vegas Boulevard, onde ficam os principais hotéis-cassinos). Tinha uma fila pra tirar foto, mas andou rapidinho. Se não quiser encará-la, dá pra tirar fotos laterais, que ficarão igualmente boas ;-) Muita gente esquece, mas atrás da placa também vale uma fotinho (“Drive Carefully – Come Back Soon”).


"Welcome to Fabulous Las Vegas"
A parte de trás do letreiro
Ficamos hospedados no Excalibur, um dos primeiros hotéis ao longo da “Strip”. Opções não faltam, mas é mesmo a melhor região pra se hospedar, porque dá pra fazer muita coisa a pé. Lá todo hotel é também um cassino e atração turística, além de receber vários shows. Difícil dizer qual impressiona mais! O bom é que se pode estacionar gratuitamente no estacionamento de qualquer dos hotéis.


No cassino do Excalibur
Iniciamos nossa caminhada pelo MGM Grand, onde acontecem algumas das principais lutas de UFC. E perdi 90 cents numa das máquinas caça-níqueis. Sem noção de como jogar!

Seguimos para o M&M’s World. Onde quer que haja uma, a gente para! rs Aqui vale a mesma dica que demos aí em cima em relação à Ghirardelli: se o seu foco é chocolate, vá ao Wallgreens. Muito mais barato. Porém, a loja tem muitos e muitos itens da marca que você só encontra lá: roupas, pijamas, itens de papelaria, almofadas, pantufas, embalagens especiais e, é claro, aqueles tubos enormes com M&M’s de sabores diferentes que não encontramos aqui (menta, pretzel, coco, framboesa, manteiga de amendoim, bolo de aniversário são alguns deles).


M&M's World Las Vegas
M&M's World Las Vegas
De lá, Coca-Cola Store e depois Hard Rock Cafe (outra parada obrigatória por onde passamos, mesmo que seja só pra olhar). Passadinha rápida nos dois.

Depois, uma passadinha na Ross, cheeeeeia de promoções impressionantes!

Na sequência, paramos no hotel que, de longe, foi o meu preferido: o Paris. Lindo! Logo de cara, réplicas do Arco do Triunfo e da Torre Eiffel. Lá dentro, teve um momento em que me senti de verdade em Paris... Paramos para um cafezinho no Cafe Belle Madeleine, dentro do hotel.


Interior do hotel Paris
Delícias no Cafè Belle Madeleine, no Paris
Atravessamos a rua, pra fazer a caminhada voltando para o nosso hotel, bem a tempo de ver uma das apresentações das Fontes do Bellagio. Clique no link e confira os horários.


Fontes do Bellagio
Passamos pelo ARIA e pelo Monte Carlo. Saindo do Monte Carlo, pizza na 800 Degrees.

De lá, passamos no New York-New York, um dos hotéis mais incríveis, onde fica a Hershey’s Chocolate World de Vegas. Delícia!


New York, New York, visto do outro lado da Strip
Hershey's Chocolate World, no New York, New York
Hershey's Chocolate World, no New York, New York
Voltamos pro nosso hotel.

DIA 10 – LAS VEGAS

De manhã, demos uma passadinha no Luxor (ma-ra-vi-lho-so!) e no Mandalay Bay, que tinham passagens internas direto do nosso hotel.

Depois, fomos conhecer a Gold & Silver Pawn Shop, a loja de penhores do programa “Trato Feito”. Havia uma pequena fila para entrar, mas vale a pena encarar, e anda rápido. A loja fica aberta 24 horas.


Gold & Silver Pawn Shop
Gold & Silver Pawn Shop
Ainda em Downtown Vegas, fomos à Freemont Street, que é coberta por luzes de LED. Como era dia, as luzes estavam apagadas, claro. À noite, pelas fotos que vimos, deve ser incrível!


Freemont St.
Freemont St. de dia, com as luzes ainda apagadas
Dois lugares em que me arrependo muito de não ter ido: o Neon Museum, e no Downtown Container Park. Ficam pra uma próxima.

De volta à Strip, fomos conhecer o Stratosphere, que é uma ótima pedida pra quem gosta de brinquedos radicais, que ficam no topo. Depois, Fashion Show, programa fantástico pra quem gosta de comprar. Dei uma passadinha obrigatória na Victoria’s Secret.

Seguimos para o The Palazzo, e depois para o Venetian, meu segundo preferido, onde tem um passeio de gôndola pelo canal artificial que há dentro do hotel, no melhor estilo veneziano. Almoçamos por lá. Muito bom!


Venetian, sempre dia
Passeio de gôndola no Venetian
Caminhamos mais um pouco pela Strip, e voltamos ao Luxor, pra comprar ingressos para o Criss Angel Belive, do Cirque du Soleil. Apostamos todas as nossas fichas nele e abrimos mão de algumas coisas que queríamos fazer pra “investir” nos ingressos... Se arrependimento matasse... Teríamos sido mais felizes se tivéssemos ido a um dos outros shows do Cirque de Soleil que aconteciam em Vegas no mesmo período – e mais baratos. Criss Angel é ótimo – de graça na TV!

Dica: se você gosta de roda-gigante, o hotel Ceasar’s tem a maior do mundo (High Roller).

Fechamos a viagem com saldo muito positivo! Agora era dormir para ir embora cedo no dia seguinte… O que posso dizer, é que é realmente uma viagem de sonho! Dá pra conhecer e fazer muita coisa diferente! 

Estando com mais tempo em Vegas, dá pra ir até o Grand Canyon (chegamos a ver passeios de helicóptero de Vegas para lá por volta de $100, mas não cabia no nosso planejamento. De qualquer forma, o bacana é ir de carro e ficar uns dois dias). Se não fizer questão de Vegas, dá pra continuar o caminho, ainda pela costa, de Los Angeles até San Diego, que também é uma ótima opção!

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