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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

2 dias em Curitiba/PR, com uma esticadinha para Morretes

“Fugindo” do Carnaval, fomos passar dois dias em Curitiba, no meio do feriadão, pra revisitar a cidade, aonde não íamos desde 2012.

Alugamos um carro pra andar por lá e ficamos no Hotel Lancaster, que é bem no Centro.

Chegamos em um domingo, então havia muuuuita coisa fechada. Mesmo assim, deu pra aproveitar bastante.

Se você for ficar só por Curitiba e não quiser alugar um carro, a dica é pegar o ônibus turístico (já utilizei duas vezes e super recomendo). O único inconveniente é que você só poderá embarcar cinco vezes, ou seja, só vai poder escolher quatro lugares pra conhecer. Se quiser mais, terá que pagar mais R$ 40 por outros cinco tíquetes...

DIA 1

Pra começar, fomos à Rua 24 horas (que funciona, em regra, das 09h às 22h). Com cobertura transparente sobre 32 arcos de estrutura metálica, a rua possui nas duas pontas relógios com circuito duplo, que marcam as 24 horas do dia. Lá fica um centro de informações turísticas, além de várias lojinhas, bares, restaurantes e cafés.

Letreiro de Curitiba, no centro de informações turísitcas, na Rua 24 horas
Rua 24 horas
Rua 24 horas, com seu relógio 24 horas
Fomos caminhando até a terceira sede do Bar Stuart (1954), aberto em 1904, que tem como prato principal a porção de testículos de boi, introduzida ao cardápio em 1973. O bar faz parte de um roteiro que trilha alguns dos caminhos do escritor e poeta curitibano Paulo Leminski, revisitando alguns dos lugares frequentados por ele.

Bar Stuart
Bar Stuart
Aproveitamos pra almoçar no Restaurante Stuart, que fica ao lado do bar, no piso superior, com cardápio argentino.


Restaurante Stuart
Restaurante Stuart
Ainda seguindo os passos de Leminski, fomos até a Livraria do Chain (Rua General Carneiro, 441), que estava fechada...

- - Aqui tem um mapa, pra quem quiser seguir os caminhos do poeta.

Seguimos para a Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense. É possível fazer um tour guiado pelo estádio. R$ 20.

Passamos pelo Teatro Paiol, que estava fechado. A construção original, de 1906, era um paiol de pólvora.  Em 1971, passou a ser um teatro de arena e ganhou uma música em sua homenagem: “Paiol de Pólvora”, composta por Vinícius e Toquinho.


Teatro Paiol
Depois fomos para o Jardim Botânico, a atração turística mais visitada de Curitiba. A estufa de vidro, com os jardins que ficam em frente, é inspirada no Palácio de Cristal de Londres, e é cartão postal da cidade.


Jardim Botânico
Jardim Botânico
Jardim Botânico
Jardim Botânico
Jardim Botânico
Nossa próxima visita seria ao Mercado Municipal, que também estava fechado. Retornamos lá no dia seguinte, fechado de novo...

A próxima parada merece algumas horas de dedicação: o Museu Oscar Niemeyer – MON, apelidado de “Museu do Olho”, um dos maiores museus da América Latina. A própria arquitetura do museu, assinada por Oscar Niemeyer, já é uma obra de arte! O acervo é composto por mais de 2.200 obras de artistas brasileiros e estrangeiros. É maravilhoso!


Museu Oscar Niemeyer - o "Museu do Olho"
Museu Oscar Niemeyer
Maquete do Museu Oscar Niemeyer, no interior do Museu
Por dentro do "olho"
Pertinho dali, atrás do MON, fica o Bosque João Paulo II/Memorial Polonês, inaugurado em 1980, logo após a visita do Papa João Paulo II a Curitiba.  As sete casas feitas de troncos são um memorial à fé e à luta dos imigrantes poloneses.


Uma das sete casinhas do Memorial Polonês, no Bosque João Paulo II
Seguimos para o Bosque Zaninelli/Universidade Livre do Meio Ambiente, espaço de estudos sobre meio ambiente e ecologia, inaugurado pelo oceanógrafo francês Jacques Cousteau, em 1992.


Bosque Zaninelli
Universidade Livre do Meio Ambiente, no Bosque Zaninelli
Universidade Livre do Meio Ambiente, no Bosque Zaninelli
Outro lugar icônico de Curitiba era nosso próximo destino: a Ópera de Arame, teatro com estrutura tubular e teto transparente, que acolhe espetáculos variados.

Ópera de Arame
Ópera de Arame
Ópera de Arame
Pertinho dali, fica a Pedreira Paulo Leminski, que hoje só abre para eventos, estando fechada para visitação.


Poema de Paulo Leminski, na Pedreira Paulo Leminski: a foto é de 2012
Fim de tarde, fomos ao Parque Tanguá, considerado um dos melhores locais para ver o pôr do sol em Curitiba.


Parque Tanguá
Pra finalizar o passeio, fomos tomar um cafezinho na Santa Felicidade, primeira colônia de italianos de Curitiba, cheia de restaurantes e lojinhas.

À noite, fomos conhecer o lugar que nos levou a Curitiba dessa vez: o Hard Rock Cafe Curitiba, inaugurado em maio de 2015. Como todos os outros pelos quais passamos, amamos e recomendamos!


Hard Rock Cafe Curitiba
DIA 2

Segunda-feira fomos cedinho pra Morretes, a 73 km de Curitiba, pela Estrada da Graciosa (PR-410), que é linda! Só o caminho já valeria a pena, e a cidade é igualmente encantadora! Passeamos um pouco por lá, e fomos almoçar um barreado, prato típico da região, no Villa Morretes, um restaurante muito bacana. Imperdível!

Portal da Estrada da Graciosa
Estrada da Graciosa
Morretes
Morretes
Morretes
Morretes
Morretes
Morretes
Barreado sendo preparado no Villa Morretes
Barreado "pequeno" no Villa Morretes: imperdível!
Voltamos para Curitiba e, como ainda tínhamos tempo, fomos ao Memorial Ucraniano, no Parque Tingui.  O Memorial é uma réplica da Igreja de São Miguel, localizada em Mallet, no interior do Paraná. "A construção segue as normas da religião ortodoxa: cúpula oitavada revestida de cobre, faces representando os quadrantes do entendimento humano, altar voltado para o leste e telhado em pinho" (informações do site da Prefeitura da cidade). Abriga exposição de pêssankas (ovos de Páscoa pintados à mão – tradição ucraniana) e ícones (imagens sagradas). Como era segunda-feira, estava fechado para visitação...

Memorial Ucraniano, no Parque Tingui
Memorial Ucraniano, no Parque Tingui
Cumprimos quase 100% do nosso roteiro. A dica importante é verificar os dias e horários de funcionamento dos pontos a serem visitados. Muita coisa fica fechada aos domingos e feriados, e muitos comércios e restaurantes fecham cedo. Pra quem está acostumado com o ritmo frenético de São Paulo – a cidade que não dorme – a capital paranaense dorme cedo e pode “assustar” um pouco. Por outro lado, a cidade é limpa, organizada, agradável, tranquila e integrada à natureza. Não à toa, é a capital da qualidade de vida no Brasil. Pra relaxar e encher os olhos!

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